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sábado, 24 de janeiro de 2015

Velhos são os trapos!



A Taça da Liga tem como um dos seus objetivos principais (tanto em Portugal como no estrangeiro em competições semelhantes) permitir algum espaço a jogadores mais jovens que estão a despontar. Temos os exemplos de Gonçalo Guedes, Gonçalo Paciência e Ryan Gauld, que nesta jornada da Taça da Liga tiveram oportunidade de se mostrar. Até aqui nada de novo.

Mas nesta jornada da Taça da Liga, mais precisamente a ver os lances do jogo do Sporting de Braga contra o Futebol Clube do Porto, não foram os mais novos que chamaram a atenção. Foi sim o veterano Helton, que muitos já julgavam mais que acabado para o futebol e que estava no plantel apenas para assumir funções de backstage. Aos 36 anos, Helton foi capaz de recuperar de uma lesão gravíssima e mostrar outra vez a elasticidade e as “manchas” aos pés dos jogadores adversários que sempre o caracterizaram. Foi capaz de dizer ao treinador que pode contar com ele e pôs os adeptos a pensar novamente quem deveria ser o guarda-redes no próximo jogo.

Da mesma forma que referi Helton, com 36 anos, queria referir também Júlio César, guarda-redes da baliza benfiquista, com 35. Chegado no início da época, e com uma lesão nas costas, a sua contratação pôs o universo benfiquista em polvorosa, pois muitos pensavam que apenas vinha para a Europa para o início de uma reforma dourada e bem paga. A meio da época, a visão mudou e agora é totalmente unânime. Júlio César já fez esquecer Oblak (mesmo que já defenda penaltis de Messi), leva 7 jogos seguidos sem sofrer golos e atualmente é já o 4º no ranking de guardiões encarnados com maior tempo jogado sem sofrer (ranking liderado pelo mítico Manuel Bento).

 A prova que o BI (ou cartão de cidadão, como queiram) não joga à bola.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Estará de volta?



Confesso que reflecti durante algum tempo acerca do título para este post. Porque o primeiro pensamento para dar como título a este post foi "Terá chegado a tempo?". Isto tudo devido à forma que o Benfica tem evidenciado nestes últimos jogos, nomeadamente neste último contra o Vitória de Guimarães.

Creio que oito (ou onze) pontos é uma distância muito grande dado o nível exibicional que o FCPorto tem exibido esta época. O grande problema do Benfica foi ter dado tamanha distância de avanço logo no início do campeonato. Um início à semelhança destas últimas jornadas teria permitido ter agora um campeonato muito mais renhido.

Levantada a questão temporal sobre este renovado Benfica, importa analisar outro facto: estará de volta e para ficar o Benfica das exibições de gala? Terá encontrado os jogadores capazes de suprimir a saída de Ramires e Di Maria? Gaitán tem melhorado a olhos visto e creio que pode "explodir" na próxima época (assim como Jara). Salvio tem tido pormenores dignos de Di Maria, mas não pertence ao Benfica e é muito caro. O Benfica tem de encontrar solução pensando já num outro jogador semelhante ou arranjando forma de ficar com Salvio (onde estão os jogadores a serem cedidos no âmbito do negócio de Simão Sabrosa?).

Acredito que o Benfica forte, de exibições consistentes e de encher o olho está de volta. E ainda bem, que a Liga Europa está aí de volta...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Falta de coerência

Este título espelha um bocado o que se vai passando no futebol português. Eu acho que se as pessoas que lideram os clubes tivessem uma linha de pensamento mais estruturada, com visão a longo prazo e com decisões e opiniões ponderadas, o sucesso lá fora poderia ser uma constante e não apenas a espaços.

O ano passado o Benfica jogou um jogo antes daquilo que estava marcado e não faltaram as vozes a levantarem-se a dizer que era uma forma de o Benficca conseguir um efeito psicológico devido ao aumento da vantaagem sobre o 2º classificado, Sporting de Braga. Pois bem, o FCPorto fez recentemente o mesmo. Não vi os argumentos que se levantaram contra o Benfica levantarem-se agora contra o FCPorto... Um questão de coerência pedia-se neste caso, a todos os que se pronunciaram contra o Benfica na época passada. Gostaria de referir apenas que o atraso do Porto se deveu a preparar um importante embate nas competições europeias. É um jogo internacional, concordo com o adiantamento do jogo para melhor preparar este jogo. É também a imagem do país que está em jogo. Eu só peço coerência a todos os que criticaram o Benfica e agoram assobiaram para o lado... Pode ser necessário a qualquer clube, seja ele Sporting, Braga ou outro.

Outro caso, é o das várias competições internas que possuimos. Sim, várias. E quem se inscreve nelas deve lutar sempre com o intuito de as ganhar, não de perder o entusiasmo a meio devido a maus resultados... Certo é que há competições mais importantes que outras, mas tal não pode nem deve servir como justificativo de derrotas nem de desinteresses súbitos... Questão de coerência...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ainda mais incrível?

Saiu esta semana uma estatística que achei bastante curiosa. Actualmente, na Europa, os três jogadores com maior número de golos marcados são, respectivamente, Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e o nosso bem conhecido Hulk.

A pergunta que me fiz perante tais factos foi: irá Hulk alguma vez atingir o estatuto de super-estrelas que os seus companheiros na lista de melhores marcadores possuem? Da sua técnica, poder físico e capacidade de marcar golos acho que já ninguém duvida no nosso campeonato. Mas será Hulk capaz de replicar a boa forma em que se encontra num outro clube de dimensão superior à do FCPorto? Com muita pena minha, o campeonato portugues não tem a qualidade e exigência de um campeonato espanhol ou inglês, pelo que jogar num destes campeonatos será sempre um desafio acrescido. Além disso, Hulk tem de se destacar e ser chamado regularmente à seleção brasileira para mostrar que mesmo entre os melhores dos melhores ele é capaz de sobressair. Se nestes dois ambientes Hulk conseguir alcançar o que tem feito em Portugal, então sim, poderá ser ainda mais incrível...

Um aparte final só para referir o outro jogador que, a par de Hulk, creio serem os jogadores brasileiros a actuar em Portugal merecedores de destaque: espero que David Luiz não saia agora do Benfica, que volte às grandes exibições que fez a época passada e ajude o Benfica a lutar pelas competições onde ainda está (não esquecer que há uma taça europeia envolvida). Assim poderá saír com outro estatuto superior (que já teve a época passada) e render o dinheiro que ele vale. O Benfica e o futebol portugues agradecem...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Jogadas de bastidores??



Hoje ao ler o jornal deparei-me com as seguintes notícias:

"Urreta emprestado ao Penarol"
"Yebda marca pelo Nápoles"

Pois bem, digo aos nossos leitores que estas notícias me fizeram pensar. Sem querer pôr em causa o valor de Gaitan e Salvio (que sei que o têm e cada vez mais o vêm a demonstrar) queria deixar a minha "indignação" por não ter sido dada uma hipótese no Benfica a estes dois jogadores que apreciava sempre que os via jogar por terras lusas. Dizem que o problema do Benfica foi não ter suprimido rapidamente as saídas de Di Maria e Ramires. Certo. Urreta e Yebda não têm o mesmo valor dos dois jogadores enumerados atrás. Certo. Mas creio que poderiam atingir níveis semelhantes.
Urreta na época passada fez apenas um jogo pelo Benfica. Teve uma prestação claramente boa frente ao FCPorto e foi emprestado ao Deportivo. Urreta tem tudo para ser como Di Maria. Rápido com a bola, técnica acima da média, empenho e brilho. Nos tempos em que actuou no Benfica teve sempre excelentes prestações, mesmo não sendo titular de caras era quase sempre opção. Quando se pensava que iria ter um lugar ao Sol foi sucessivamente emprestado. Muito má opção a meu ver.
Yebda é um caso mais discutível. Chegou ao Benfica desconhecido mas pegou "de estaca". Fez grandes exibições tendo inclusivamente recebido elogios de elementos da selecção francesa (mesmo que depois optasse por jogar pela Argélia). Jogador muito regular, com grande entrega e capaz de marcar golos, era sempre muito útil quando era chamado, apesar de nos últimos jogos ter defraudado ligeiramente as expectativas. Não o suficiente para ser afastado do plantel; a meu ver. Passou pelo Portsmouth e está no Nápoles, mostrando que a Europa reconhece o seu valor.

Estes seriam jogadores que trariam, sem sombra de dúvidas, outras opções e um acréscimo de qualidade ao plantel do Benfica. Apenas do ponto de vista técnico (o único que deveria interessar) têm, de caras, lugar no plantel. Gostaria que alguém me explica-se porque é que lá não estão...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novo ano, vida nova?


Antes de mais, queria deixar uma nota prévia a este artigo. Entre o último jogo do campeonato e a jornada que hoje se iniciou passaram-se cerca de 15 dias. É certo que os jogadores são profissionais e necessitam do seu descanso, assim como qualquer trabalhador. Mas poucos são os trabalhadores ditos "normais" quem têm 15 dias de férias nesta altura. E ainda para mais, quando comparado com outros campeonatos vemos que este interrégono é, de facto, exagerado. Veja-se o caso de Inglaterra, por exemplo.

Posto isto, vamos fazer uma análise ao (ainda pouco) futebol que se viu este ano. Aconteceu finalmente aquilo que André Villas-Boas passou o ano anterior a apregoar que um dia iria acontecer. O FCPorto finalmente cedeu e perdeu o seu primeiro jogo. E logo em casa. O Benfica começou o ano da mesma maneira que acabou o anterior: com um Sálvio em grande forma e a revelar-se um bom "reforço de Inverno". Destaques individuais à parte, o Benfica cumpriu a sua parte, entrou no jogo sem facilitar e conseguiu a vitória.

O que todos os benfiquistas se interrogam neste momento é: será que a boa entrada este ano aliada à derrota do FCPorto poderá empurrar o Benfica para o "renascimento", as vitórias e as boas exibições que todos esperam? Será suficiente para se aproximar do FCPorto?

Os adeptos portistas, por sua vez, recordam (e com razão) a campanha imaculada que a sua equipa fez durante o início da época no ano anterior e acreditam que esta derrota não trará nenhum inconveniente à sua caminhada triunfal.

Poderá este ano trazer uma emotividade nova ao campeonato ou ficará tudo na mesma, à espera que este chegue ao fim e consagre o FCPorto como campeão? Esperemos mais jogos para ver...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Presentes de Natal...



Nesta época natalícia, todas as pessoas andam atarefadas com o que comprar para oferecer aos outros. Pois bem, mesmo no mundo futebolístico há presentes que as pessoas gostaria de oferecer ao seu próprio clube e aos outros. Comecemos, então, por analisar quais poderiam ser estes presentes.

No caso do Porto, os seus adeptos desejam um resto de época igual ao que fizeram até agora. Um presente que até parece simples, mas que não o é. Isto porque todos os outros desejam que o Porto receba muitos presentes envenenados de modo a puder perder a liderança do campeonato. Ainda sobre este clube, há quem queira oferecer comprimidos ao seu treinador, pela prepotência arrogante que muitas vezes apresenta.

Quanto ao Benfica, a prenda mais desejada é uma águia. Sim, até pode ser a Vitória. Mas para isso, o seu tratador tem de nos oferecer um livro para que possa explicar bem toda esta história. Futebolisticamente falando, talvez um ou outro jogador no sapatinho (regresso de Urreta era um presente barato) para que possa tentar recuperar pontos ao Porto e fazer o brilharete na Liga Europa que não conseguiu fazer na Champions.

E para o Sporting? Bem, o Sporting precisa de um Pai Natal particular. Vai muita coisa mal no reino do Leão, começando nos jogadores, treinadores e direcção. Um kit de limpeza geral na próxima época poderia não ser má escolha, para ver se o Sporting consegue manter o título de 3º grande que ultimamente tem estado em risco.

A todos os outros clubes desejo muitos e bons presentes. Porque precisamos de um campeonato forte para nas competições europeias nos possamos bater de igual para igual com qualquer outro país.

E o leitor, que presente quer para o seu clube?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A crise aqui também


Como todos sabemos, atravessamos actualmente uma das maiores crises económicas que algumas vez se registou no nosso planeta. Afecta vários espaços geográficos, várias economias, vários sectores. E o sector desportivo, particularizado neste caso no mundo do futebol não é excepção. A questão que aqui levanto hoje é então a seguinte: Deveria haver algum organismo que limitasse os tectos salariais dos jogadores e de transferências entre os clubes?

Vejamos então. O futebol é vivido no momento. Ou quase. Há presidentes que nem um mandato cumprem e tentam tudo para entrar na história. Não se preocupam com quem virá depois deles. Endividam (ou endividaram) os clubes, veio a crise financeira e com ela o decréscimo de patrocínios. As despesas cresciam, as receitas não... Situação que para muitos clubes se veio a tornar insustentável. Esta situação começou por baixo, em clubes de menor escala. Mas não poderá ela atingir clubes de maior dimensão (dimensão mundial e europeia) levando à destruição de clubes com história?

Sou da opinião que deveria existir um organismo capaz de analisar as contas dos clubes e evitar situações de potencial risco para os mesmos. Limitar salários e valor de transferências poderia ser uma forma de ter mais dinheiro para investir noutras áreas do futebol (percentagem mínima reinvestida na formação) e noutras modalidades. Aumentando a percentagem a receber pelo clube formador de jogador (sobraria dinheiro para isso) aumentaria a aposta de todos os clubes nos seus "miudos" e levaria à diminuição da rotatividade de jogadores, aumentando porventura o tão falado amor à camisola.

Tudo isto não passa apenas de algumas teorias que poderiam resultar na prática. A única certeza que temos é que o mundo do futebol é também (e sobretudo) um mundo económico. E como tal poderá não escapar ileso à crise...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Assim podemos ir lá...


Desde o tempo em que treinava o Sporting, sempre tive uma certa admiração por Paulo Bento. É certo que nunca foi um treinador que se afirmasse plenamente com vitórias em competições ou que se apresentasse cá fora com um carisma marcante. No entanto, apesar de não ganhar competições, Paulo Bento fez bons resultados no Sporting (vários segundos lugar), deu sempre a cara na hora de defender os seus jogadores (tendo o tempo sempre acabado por lhe dar razão) e lançou alguns dos jogadores que actualmente actuam na nossa selecção (casos de Nani e Miguel Veloso). Continuo a achar que se o Sporting não esteve bem no seu tempo, com a sua saída conseguiu tornar-se ainda pior. Mas isto não interessa falar agora.

Li uma entrevista no nosso seleccionador Paulo Bento em que diz que somos um povo do 8 e do 80. Ainda há pouco tempo não iamos ao Europeu como agora já somos candidatos ao título. Isto caros leitores, não poderia caracterizar melhor a forma como a nossa população vê o futebol e, infelizmente, muitos aspectos da nossa vida.

Era urgente operar uma mudança na mentalidade da nossa selecção. Sim, porque os jogadores não poderiam mudar muito dos utilizados por Carlos Queirós. Paulo Bento começou essa mudança e tem vindo a consolida-la. Não está já concluída e não somos novamente uma equipa de geração de ouro. É por isso que, tal como Andre Villas-Boas prepara os adeptos do FCPorto para a primeira derrota, também Paulo Bento irá algum dia perder um jogo. E o entusiasmo que novamente ganhamos com a nossa selecção não se pode perder aí.

Os meus parbéns ao nosso seleccionador, pois mostra saber preparar uma equipa no terreno e os adeptos à volta dela. Coisa que já não se via desde o saudoso Luís Filipe Scolari, mas que agora pode ver um substituto que poderá estar à sua altura...

domingo, 28 de novembro de 2010

O que se joga aqui?

Gosto de ver um jogo de futebol bem jogado, com muitos golos e levado aos limites. Mas nos jogos em que não entram nem a equipa da qual sou aficionado nem a minha selecção nacional não consigo vibrar verdadeiramente por nenhuma das equipas, nem fico com aquele nervosismo antes dos jogos. Pois bem, esta situação alterou-se. E é com grande ansiedade que aguardo pelo pontapé de saída para o jogo que segunda-feira se vai realizar em Camp Nou entre Barcelona e Real Madrid.

Antes de mais, será para ver como José Mourinho irá passar mais este teste. Mourinho já ganhou tudo o que havia para ganhar nos clubes por onde passou, logo não tem nada para provar. Mas este jogo é diferente. É um desafio único. É a prova de fogo num clube já apelidado de cemitério de treinadores. É o jogo contra o "sempre-todo-poderoso" Barcelona. É o jogo contra o carrossel e o futebol bonito de Guardiola. É o jogo para a competição "melhor equipa do mundo".

É o confronto entre os alternadamente melhores jogadores do mundo Ronaldo e Messi. É o confronto entre os "touros de arena" Ronaldo e Busquets e Piqué (e perdoem-me o fanatismo, que, se for como o Portugal-Espanha, podem vir os dois e ao mesmo tempo que o resultado será sempre o mesmo). É o confronto para melhor guarda-redes espanhol.

É o confronto da região da Catalunha e da sua equipa (e do seu lá nascido treinador) contra o multi-nacionalismo madrilenho e a sua junção de culturas e virtudes futebolísticas. É o confronto para a venda de camisolas às gerações futuras.

É o futebol em tudo o que tem de melhor...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Os altos e baixos do futebol



Toda a gente sabe que o mundo da alta competição, principalmente o mundo do futebol, é um mundo injusto e muitas vezes com "memória de peixe". É incrível a velocidade com que as pessoas passam de bestiais a bestas e vice-versa. Jorge Jesus está agora a viver uma altura da sua carreira onde diariamente se depara com estas palavras.

Senão vejamos. Jorge Jesus ganhou inequivocamente e justamente o campeonato do ano anterior. O Benfica praticou o melhor futebol e nem "super-heróis" estariam a altura de impedir o Benfica de ser campeão. O estádio enchia-se e recebiam de pé o timoneiro da equipa que empolgava com o seu futebol.

Pois bem. Esta época o Benfica perdeu 2 jogadores fundamentais e Jorge Jesus não conseguiu colmatar estas ausências (apesar de Gaitan mostrar que poderá vir a ser um jogador muito interessante), perdendo pontos atrás de pontos no início da época. Um erro táctico crasso contra o Porto (a culpa não é só de David Luiz por não ter conseguido parar Hulk) foi a gota de água para muitos adeptos que foram pedir explicações a Jorge Jesus. Jorge Jesus falou com eles, ouviu-os e prometeu continuar o trabalho. A resposta veio no jogo deste fim de semana.

Esta resposta muito provavelmente não veio a tempo. Benfica e Sporting (e Guimarães e Braga) vão continuar a lutar mas, muito provavelmente, já é tarde demais para recuperar a desvantagem para o Porto. Quero com tudo isto dizer que Jorge Jesus não passou a ser um mau treinador com tudo o que aconteceu. Cometeu erros que lhe custaram caro, mas já tomou outras decisões que deram vitórias ao Benfica. Jesus é um treinador que faz falta ao Benfica e onde, com certeza, vai voltar a ganhar títulos... Não se pode esquecer assim de repente tudo o que de bom o Benfica fez a época passada com Jorge Jesus ao leme...

sábado, 6 de novembro de 2010

Fim-de-semana de Clássico


Um jogo chamado clássico, entre qualquer dois dos grandes clubes nacionais, nunca é um jogo normal, por mais chato e aborrecido que possa ser dentro do campo. Começa vários dias antes do apito inicial do árbitro e prolonga-se após o seu final durante alguns dias e até semanas. Estamos longe do fim da época, mas ganhar os jogos clássicos mesmo sem ganhar o campeonato é algo que fica na retina. As pessoas lembram-se de quem foi o campeão nacional mas também se lembram quem ganhou os jogos entre os grandes nessa época.

Um clássico não é um jogo racional. Há quem não o consiga ver com família ou amigos mesmo sendo todos do mesmo clube e há mesmo quem não consiga ver o próprio jogo. É um jogo que deturpa até algumas análises aos lances, pois ninguém quer ficar por baixo num jogo destes. Defende-se a sua equipa com unhas e dentes sem muitas vezes olhar a argumentos.

Mas afinal qual é o maior clássico? Os jogos entre Benfica e Porto, Benfica e Sporting ou Sporting e Porto? Co Adrianse, antigo treinador do Porto, chegou a afirmar que em Portugal haviam 3 campeonatos: o campeonato nacional, o Porto-Benfica e o Benfica-Porto. Em Lisboa garantem que não há jogo que dê mais gozo ganhar do que um Benfica-Sporting. Creio que estas opiniões têm mais a ver com razões sociais do que futebolísticas, o que ajuda ainda mais à irracionalidade de um derby. Muito se pode discutir acerca disto sem nunca se chegar a consenso.

Racional ou irracional, espero um clássico de elevada qualidade no Domingo, sem casos e incidentes. Um clássico, na sua verdadeira essência.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

E quando os astros se alinham...


Quando os astros se alinham (e como se sabe ser difícil conseguir isto no meio desportivo) o resultado só pode ser algo estrondoso. E no Real Madrid é precisamente isto que está a acontecer.Sim, eu sei que este tema vem exactamente na linha do post anterior. Mas como os autores não combinam temas e o Real é a equipa do momento, esta situação era, no mínimo expectável. Voltemos então aos nossos astros.

Astros há muitos, já dizia o outro. E estrelas que brilham e se ofuscam, que ora aparecem em grande forma, ora desaparecem também. E para ter uma constelação que brilhe e se alinhe, todas as estrelas têm de estar ao seu nível e ter uma "estrela" central em torno da qual orbitar. Ora, que melhor equipa para personificar tudo isto actualmente que aquela intitulada de "Galácticos"?

A metáfora mais óbvia é a da estrela central, personificada na pessoa de José Mourinho. Uniu todas as outras estrelas à sua volta, num clube onde muitas estrelas têm passado e poucas têm brilhado continuamente com títulos. Mourinho tem sabido montar a sua equipa, puxar por ela e motiva-la, uni-la e compreende-la. Tudo o que o Real não teve nos últimos tempos.

Depois aparecem as estrelas com cada vez mais vontade de brilhar. Ronaldo lidera os melhores marcadores, fez 4 golos no penúltimo jogo (coisa que nunca tinha feito em toda a sua carreira) e parece estar a voltar à forma que o fez marcar 42 golos numa só época no Manchester United. Di Maria é claramente uma estrela em expansão, ataca e defende, dá tudo o que tem em campo (agora cá em Portugal é reconhecido por toda a gente, coisa que não se fazia quando vestia de vermelho). Casillas, tal e qual estrela polar com quem todos podem contar, mantém inviolada a baliza merengue. Todas as outras estrelas contribuem e trabalham activamente em prol de si mesmas e do universo a que pertencem.

Metáforas e personificações à parte este Real é uma equipa de galácticos, sem os tiques de vedetas habituais. E daqui só podiam surgir coisas boas. O Real tem capacidade para vencer tudo, tem um treinador que lhe dá motivação e liderança. Tem adeptos que sabem reconhecer o esforço da equipa. Tem tudo para ter sucesso. Veremos no desenrolar da época, se todo este potencial explosivo se confirma.

PS1: É um orgulho ver que nesta equipa de galácticos as maiores estrelas são estrelas do céu de Portugal.

PS2: Este texto foi pensado antes do jogo do Real para a Taça. Foi escrito depois e mesmo assim não se desvio nada do que tinha sido pensado...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Segue o teu caminho com muita tranquilidade...



Ainda não tinha sido tratada neste blog a contratação de Paulo Bento para a Selecção de todos nós. Num dia em que Portugal termina uma jornada dupla com duas boas vitórias (uma delas contra um adversário directo) deixo aqui uma carta aberta a Paulo Bento:

Justificar completamente
"Caro Mister Paulo Bento,

Escrevo esta carta certamente numa posição melhor que a sua quando assumiu o comando da Selecção de Portugal. Principalmente porque eu já sei o resultado dos dois jogos que efectuou e você assumiu o comando de uma selecção sem certezas, sem rumo, com uma direcção com falta de ideias, com jogadores divididos e até alguns, pelas mais variadas razões, a abandonar a selecção. Estou portanto numa posição onde me é fácil falar pois tenho factos concretos onde me apoiar.

Esta carta serve principalmente para manifestar a minha concordância com a decisão da Federação (finalmente uma boa decisão) de o contratar. Fiz a piada da "tranquilidade" com os meus amigos, mas acreditava que o Paulo poderia dar um novo ânimo a nossa selecção. Foi o que aconteceu.

O Paulo tinha pouca ou nenhuma margem de manobra. Por isso tomou a melhor decisão: rodeou-se de jogadores que conhecia (do campo ou do banco) e em que confiava, mesmo sendo muitos deles os que eram anteriormente criticados. Pôs Moutinho e Coentrão a jogar como gostam, deu nova vontade de jogar a Ronaldo (de quem já todo o país duvidava que fosse capaz de jogar na selecção), deu espaço a Nani. Os seus jogadores dizem que criou um ambiente muito bom. Dou-lhe os Parabéns também por isso pois sei que não é fácil criar isso numa equipa com quem se está apenas alguns dias por ano.

Agradeço ao Paulo por ter virado para a Selecção um país que com ela estava de costas voltadas. Esta vitória já ninguém lhe tira. Espero que leve esta equipa a muitas outras , rumo ao próximo Europeu."

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A idade é um posto...



Aplica-se tão bem este dizer popular em relação ás prestações das equipas portuguesas na Liga dos Campeões, finda que está esta jornada. Creio que tanto o Benfica como o Braga foram vítimas de uma certa inexperiência na maior competição de clubes do mundo. Senão vejamos.

O Braga e o Benfica, não fizeram jogos brilhantes, mas também não jogaram mal. Bateram-se bem com o seu adversário, criaram oportunidades para fazer golos, tiveram fio de jogo. Mas (e perdoe-me o leitor a aplicação de um outro ditado popular, quem não mata morre. E morre sem apelo nem agravo.

O Braga rematou muito, criou várias oportunidades. O Shaktar no primeiro remate que faz à baliza marca um golo, ainda que com a devida colaboração do guarda-redes Filipe. O Braga tenta reagir e logo de seguida sofre mais outro golo. Quase com naturalidade, e em pouco tempo surge o terceiro.

O Benfica também se batia taco a taco com o Shalke, uma equipa colectivamente sem muita experiência na Champions mas com jogadores que individualmente a tinha. Sofre o primeiro golo e enquanto tentava recuperar, um erro da defesa leva ao segundo golo do Shalke. O Benfica não mostra capacidade para recuperar.

Na minha opinião isto foi devido à inexperiência das equipas nesta competição. Acredito que, pouco a pouco, vão melhorar e conseguir melhores resultados. É por isso que é também necessária uma boa prestação das equipas portuguesas nas competições europeias, para que consigamos mais uma equipa na Champions para o ano ou dentro de dois. e se continue a ganhar experiência que, neste momento, só o FCPorto tem. A selecção nacional agradece também...

domingo, 19 de setembro de 2010

Mourinho e a Selecção

Antes de mais eu gostaria, caso fosse possível, que algum dos nossos leitores me explicasse o que vai na cabeça de Gilberto Madaíl, numa altura em que a selecção nacional precisa de soluções e estabilidade e não de soluções peregrinas e provisórias.

Que José Mourinho é, muito provavelmente, o melhor treinador do mundo, ninguém duvida. Que quer treinar a selecção nacional um dia destes também não. Mas por um período relativo a dois jogos?? Que se passou na cabeça de Gilberto Madaíl?

Madaíl começou logo por tentar Mourinho por 2 jogos. Além disso falou-se ainda em ser ele uma espécie de treinador principal e um outro (Paulo Bento ou não) um treinador de campo ou secundário. Qualquer que fosse esta segunda escolha, e que depois prosseguiria com o trabalho, sentiria-se sempre uma segunda escolha. Se falhasse a culpa seria sua, se tivesse sucesso os louros seriam dados a Mourinho.

Mourinho quer a selecção. Mas sabia que Florentino Perez nunca o deixaria saír. E mais uma vez conseguiu saír por cima (ainda que não muito no que toca aos adeptos do Real) ao dizer que só não veio em salvação da seleção porque não o deixaram. No lugar dos adeptos do Real compreenderia este "empréstimo" de dois jogos, mas muitos deles não pensam assim. E Florentino Perez tem é de zelar pelo seu clube e bloqueeou o "empréstimo".

Madaíl devia ter deixado esta ideia megalómana logo à partida e concentrado as suas atenções em arranjar logo uma solução definitva, capaz de ganhar os dois próximos jogos e levar a equipa ao próximo Europeu. Um treinador consensual urge...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

E agora?


Quando se pensava que o pior já tinha passado, que toda a turbulência à volta da selecção já tinha atingido o topo e que não havia forma de ficar pior, eis que uma jornada dupla (e logo a inicial na caminhada rumo ao Europeu) vem tornar as coisas ainda mais negras.

Sei que este post vem na mesma linha do que foi colocado antes dele, mas era inevitável não falar no tema. Um foi a seguir a um empate com o Chipre. Outro a seguir a uma derrota com a Noruega.

Foram dois jogos (principalmente o primeiro) que tinham tudo para trazer de novo a tranquilidade à selecção nacional. A primeira equipa era acessível, a segunda dava oportunidade de confirmar um problema ultrapassado. O seleccionador até era outro (ainda que provisoriamente). Não o deixaram preparar a equipa à sua maneira de ver o jogo (Queiroz estava sempre em cima de tudo) apesar de ser ele a estar no banco a sentir o pulso da equipa, limitaram-se a pedir que fosse a face do piloto automático. Não resultou.

Queiroz devia ter-se afastado estes jogos e os próximos, enquanto está suspenso, para deixar tudo acalmar. Voltaria depois para tentar provar uma vez mais o seu valor. Se falhasse seria então afastado definitivamente. Esta é a minha opinião. Pelos visto não é a da Federação.

Assistimos a um "linchamento" público de Queiroz Talvez devido ao facto de a Federação o querer despedir sem gastar dinheiro. Queirós ainda não provou nada, mas merecia o benefício da dúvida neste inicio de campanha (quando voltasse da suspensão). Com estes resultados, o seu futuro fica seriamente em risco.

A solução para este este imbróglio deverá ser radical. Quando Queiroz sair, apenas por maus resultados desportivos, toda a Federação deveria sair com ele. E talvez seja pouco, pois até o Secretário de Estado tem "ajudado à festa"... Uma mudança radical urge...

terça-feira, 31 de agosto de 2010

De Heroi a Vilão. E vice-versa.


Se o leitor acompanha minimamente o futebol nacional já deve saber do que vou falar neste post. Sim, vou falar de Roberto e sobre a volatilidade de opiniões que o desporto provoca.

Roberto chegou como o guarda-redes mais caro da história portuguesa e um dos mais caros a nível mundial, ao nível de Van der Sar e Fabien Barthez, apenas para citar alguns exemplos. Um guarda-redes que custe este preço tem de ser capaz de "dar" pontos ao seu clube, tem de transmitir confiança, tem de ser um autêntica parede. Talvez por saber tudo isto, Roberto não resistiu à pressão e sucumbiu logo nos primeiros jogos oficiais, acumulando alguns erros que levaram ao início menos conseguido do Benfica (sendo que a culpa não é inteiramente dele neste mau arranque).

Sem outra solução, Jorge Jesus viu-se forçado a fazer descansar (física e psicologicamente) o seu eleito para a baliza. Quis o destino que Júlio César tivesse de cometer um penalty (e louvo-o por esta acção pois pôs, sem pensar, os interesse da equipa acima dos seus) e que Roberto terminasse abruptamente o seu "retiro".

O Benfica ganhava por 1-0. Tinha de ganhar o jogo sob pena de ficar muito afastado, logo à 3a jornada, dos lugares cimeiros. Roberto entrou em campo. Os adeptos assistiam, desconfiados. O penalty é marcado. Roberto defende. O estádio salta todo como uma mola e clama por Roberto. O Benfica vence o jogo e Roberto é aplaudido de pé. As pazes estavam feitas.

O mundo é assim, passa-se de besta a bestial num instante. A minha opinião é que Roberto é um grande guarda-redes e vai demonstra-lo. É internacional jovem por Espanha por algum razão. Vítor Baía, quando chegou a Barcelona, também cometeu muitos erros. Não deixou de ser um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre por isso...

P.S.: A época começou com toda a gente a dizer que esta ia ser mais uma época dos "tuneis" para o Benfica ser campeão... Às pessoas que falam tanto dos túneis, peço um comentário acerca da arbitragem no duplo lance de Álvaro Pereira...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A primeira (de muitas) mudanças


Já não é novidade para ninguém que José Mourinho deixa marcas em todos os lugares por onde passa. Até deixa marcas ainda mesmo antes de chegar, como aconteceu na sua saída do Inter para o Real Madrid. Mas só alguém com o seu carisma e personalidade seria capaz de mudar o modelo de gestão desportivo e financeiro de um dos clubes com maior projecção a nível mundial.

O Real Madrid, desde há alguns anos a esta parte, vinha agitando e inflacionando o mercado todos os inícios de época contratando uma vedeta de classe mundial ou até mesmo duas (Ronaldo e Kaka, Ronaldo e Beckham). Tal tinha a vantagem de munir o plantel com qualidade, mesmo que depois se viesse a provar que os jogadores juntos não funcionavam como equipa, mas principalmente tinha a vantagem de, com o marketing, rapidamente se recuperar o investimento e passar a lucrar.

Esta época tudo foi diferente. Mourinho gastou dinheiro, mas fê-lo com moderação. Não comprou jogadores que apenas viessem vender camisolas por esse mundo fora (pelo menos para já) mas comprou jogadores com talento, que ele pudesse moldar, evoluir e crescer. Ninguém duvida do potencial imensurável de Di Maria, Canales, Khedira e agora de Ozil. O talento está lá, a capacidade de moldar uma equipa também (mais fácil ainda com a saída de Raul) e o marketing, com a evolução esperada destes jogadores acabará por aparecer.

Mourinho mudou a gestão do Real Madrid para uma visão a mais longo prazo. Acredito que terá grandes resultados. O duelo com a também super-equipa do Barcelona será do mais espectacular que se viu nos últimos anos. Como já foi dito neste blog, todos estamos ansiosos para ver este duelo de titãs...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Coentrão, onde e porquê?



Ponto prévio, ninguem no seu perfeito juízo duvida que Fábio Coentrao irá ser um dos jogadores em maior destaque no campeonato português que se inicia na próxima jornada nem que foi um dos jogadores que mais se destacou no último campeonato do Mundo. Ninguem duvida que ele e capaz de fazer qualquer uma das posições do flanco esquerdo sem problemas. Mas será ele capaz de as desempenhar com igual mestria?

O jogo da supertaça veio esclarecer-me esta duvida. E espero que, para mal dos seus pecados, Jorge Jesus tenha também ficado com esta duvida esclarecida. Fábio Coentrão começou como extremo de grande potencial, teve uma quebra na carreira, reapareceu como lateral com grande potencial e finalmente confirmou todo o seu potencial. Tornou-se um lateral rápido, "carraça" a defender, exímio a atacar e a assistir. Jorge Jesus fez a aposta certa e avisou que estava ali o futuro lateral da selecção nacional. Acertou em cheio.


No entanto, no início desta época, eis que Coentrão aparece novamente como extremo. Porquê?

Para uma nova insistência em César Peixoto (que apesar de bom jogador não creio que venha a ser titular no Benfica), jogador trazido e indicado por Jorge Jesus ou simplesmente para um ajuste tático (que não deu frutos)?


Qualquer que seja a razão acho que Jorge Jesus deve ponderar melhor a sua opção. Está ali um lateral de extrema qualidade, com créditos firmados e com potencial para ser um dos melhores da Europa. A minha opinião é que a aposta como lateral era de continuar.... E a do leitor?