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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Qual o melhor processo defensivo?


Olhamos para os dados da tabela classificativa nacional e chegamos à conclusão que Porto e Benfica andam de mãos dadas em golos marcados e, sobretudo, em golos sofridos.

Se é óbvio que para este baixo registo em muito contribui a enorme diferença existente para a maioria dos restantes clubes, não podemos deixar de elogiar a postura defensiva de uma e outra equipa que, ainda assim, diferem bastante entre si.


O modelo defensivo de Jorge Jesus baseia-se sobretudo em excelentes processos de transição defensiva. Os extremos fecham rapidamente, Jonas junta-se ao duo do meio-campo, Lima pressiona mais à frente e Samaris e Pizzi/Talisca/A.Almeida cerram os dentes. Tudo isto complementado por um quarteto defensivo solidário com Luisão e Maxi como expoentes da cultura tática defensiva benfiquista. É assim que JJ quer as suas equipas, rápidas nas duas transições – ofensiva e defensiva. Da capacidade do grupo responder a isto estará o sucesso do Benfica.


Por outro lado, no Porto de Lopetegui, a defesa é feita essencialmente pela posse de bola. A lógica de que tendo a bola 60%/70% das vezes em minha posse, o adversário terá menos probabilidades de marcar parece uma evidente conclusão matemática mas, no entanto, muito difícil de concretizar na maioria dos jogos. O Porto deste ano tem conseguido manter níveis impressionantes neste domínio. Olhamos para Casemiro, Herrera, Maicon e Marcano/M.Indi e não vemos jogadores individualmente fortes do ponto de vista defensivo mas que, no entanto, participam num processo colectivo muito bem trabalhado que permite muito poucas ocasiões ao adversário. 


Se tivesse que escolher um dos modelos optaria pelo segundo já que defende ofensivamente, (tendo bola) e parece-me menos exposto à mais-valia dos adversários (como em jogos da Champions onde as fragilidades benfiquistas foram gritantes). Para além disso, depende menos da reacção individual de cada jogador ao que tem que fazer aquando do processo defensivo e mais de um modelo que se baseia na interligação de vários jogadores.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Ser grande e jogar como pequeno

Muito se falou do estilo de jogo apresentado pelo Benfica no passado fim-de-semana. Forçado ou não pelo adversário, a verdade é que os encarnados evidenciaram sinais claros de debilidades ofensivas, versando as suas ações apenas sob o aspeto defensivo.
Tendo claro este ponto, não partilho da maioria das críticas apresentadas a JJ relativamente a este último jogo. Ao longo de seis anos no Benfica, o treinador já demonstrou ter um ego maior do que a realidade do clube o obriga, jogando não raras vezes sem equilíbrio tático e sem se moldar ao adversário, trazendo-lhe os dissabores já conhecidos.
Esta época, pela primeira vez, está a saber reconhecer as fragilidades e adaptar a sua estratégia em função do adversário e isso tem-lhe trazido resultados satisfatórios. Em primeiro lugar, admite que se jogar como o costuma fazer em 90% dos jogos irá perder o encontro. Em segundo lugar, tem consciência que as armas que tem não são suficientes para jogar bonito e ganhar jogos.
Assim, do meu ponto de vista, JJ deverá ser mais criticado nos jogos nos quais não tem a humildade suficiente para reconhecer inferioridade, do que nos jogos desta época contra Porto e Sporting que soube reconhecer potencial ao adversário e jogar grande como equipa pequena. 
Esqueceu-se foi de abrir os olhos mais cedo...nos jogos da Champions.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

As fragilidades portistas a nível defensivo

 


Olhamos para o registo defensivo da equipa azul e branca e vemos a segunda melhor defesa do campeonato logo atrás do Benfica. Fruto do trabalho técnico diriam uns, fruto da diferença assombrosa para as restantes equipas diriam outros. Na verdade, não consigo observar um comportamento defensivo na equipa portista que se coadune com estes números. Passo a explicar.

Como já foi possível perceber ao longo da primeira metade da época, o estilo de jogo implementado por Lopetegui baseia-se muito na constante posse de bola e em trocas posicionais no último terço do terreno. Pessoalmente trata-se de um estilo de jogo que aprecio bastante uma vez que defende a velha máxima de com “a bola em nosso poder é impossível sofrer golos” e que vem ressuscitar os tempos de AVB e Vítor Pereira.

Este modelo vive, acima de tudo, da dinâmica que os dois médios interiores (Herrera e Óliver) conseguem imprimir em vai e vêm constantes e na capacidade de Casemiro tapar os espaços que os dois anteriores deixam. Se é verdade que em termos ofensivos o modelo tem funcionado (é frequente vermos Óliver a aparecer perto de Alex Sandro na ala esquerda quando Tello recua e Herrera perto de Danilo quando Quaresma baixa), já na vertente defensiva não está ainda tão afinado. 

Casemiro está longe de ser o polvo que Fernando era, capaz de tapar estes buracos tal como exige o presente modelo portista. Por outro lado, não raras vezes é possível observar uma equipa balanceada no ataque mas que deixa muitos espaços nas costas uma vez que se divide em dois conjuntos completamente distintos como se de um treino se tratasse, deixando para trás apenas os dois centrais e o trinco.

Tem valido a boa capacidade portista na pressão alta que apenas concebe algumas ocasiões aos adversários de passarem esta primeira linha azul e branca.
Veremos o que nos reserva os encontros que aí vêm, nomeadamente da Liga dos Campeões com exigências diferentes das existentes no domínio interno.

PS: A imagem que coloco não é despropositada. Tudo o que este miúdo faz é de uma eficácia impressionante. E não, não se limita a passar a bola para o lado.
 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Afinal quem te desvaloriza?




As recentes declarações de Jorge Jesus sobre a participação leonina na Taça da Liga reacenderam as conversas de café e reavivaram paixões e ódios clubísticos. O jogo entre bracarenses e portistas de ontem levou ao auge tais emoções.

Tudo isto leva-me a escrever umas linhas sobre esta competição e tudo o que tem sido dito/escrito. Eis dois pontos que mais discórdias têm gerado:

O Sporting desvaloriza a Taça da Liga?
A ideia que Bruno de Carvalho tem tentado passar de que o seu clube iria desvalorizar esta competição ainda não me convenceu. Parece-me, antes de mais, uma desculpa prévia para um eventual insucesso das segundas linhas sportinguistas quando confrontadas com as segundas escolhas portistas e benfiquistas.
Afinal de contas, este é o objetivo desta taça e basta observar os onzes iniciais de cada um dos clubes para chegar a uma simples conclusão: todos jogam com um misto entre suplentes e jogadores da equipa B e os do Sporting estão num patamar bem inferior aos dos seus rivais.
Assim sendo, considero que ninguém desvaloriza propriamente esta competição. Apenas a usam para o fim a que se destina: rodar jogadores e limpar cartões!

A Liga tem culpa no cartório?
Claramente, já que esta é uma competição mal pensada e estruturada desde o início.
Por um lado, a existência de grupos pré-definidos com os três grandes a apenas poderem cruzar-se nas meias-finais retira todo o tipo de atrativo até esta fase da competição. Não faz, do meu ponto de vista, qualquer sentido que estes moldes ainda permaneçam nos dias de hoje.
Por outro, a escolha de árbitros praticamente desconhecidos em muitos dos jogos descredibiliza desde logo um torneio que em termos de arbitragem começou logo mal com o célebre Sporting-Benfica. E quem nasce torto…
Por fim, a não existência de um chamariz suficientemente interessante – quer do ponto de vista financeiro, quer do ponto de vista desportivo -, não desperta nos dirigentes o desejo de a vencer.

E para vocês, quem mais desvaloriza esta competição? A Liga ou os clubes?