domingo, 14 de março de 2010

A procura de uma seleção na máxima força (Defesa Esquerdo)


Como já disse num dos meus posts antigos, eu gosto de encontrar soluções para os problemas com que me deparo. E quanto mais criativas e inovadoras forem as soluções, mais satisfeito fico. Estando nós já relativamente perto do mundial da África do Sul, gostaria de aqui partilhar aqueles que para mim poderão ser os problemas da selecção de todos nós. Gostaria ainda que o leitor deixasse a sua opinião, para ver se somos capazes de chegar a um consenso.

Comecemos neste post por analisar o lado esquerdo da defesa. Duda tem sido o eleito, mas será ele capaz de fazer o lugar com todo o brilhantismo que nas grandes competições internacionais é exigido aos defesas? Duda é um antigo médio ofensivo, que tal como muito dos defesas laterais actuais foi convertido de uma posição noutra . Isto assegura a vocação ofensiva que creio que um lateral deve ter, mas será que o aspecto defensivo estará também assegurado? Duda, tem cumprido, é um bom jogador, mas será a solução mais consistente?

Passando para outras soluções, Miguel e Paulo Ferreira podem ser adaptados ao lado esquerdo. Ambos já mostraram ser laterais direitos de excelência, mas no lado esquerdo são um pouco intermitentes. Além disso, estão longe dos seus dias de glória em que eram recorrentemente falados por essa Europa fora.

Soluções de origem do lado esquerdo, mas também extremos adaptados a laterais, estão na luta César Peixoto e Fábio Coentrão. César Peixoto já mostrou saber jogar a bola, tendo também a vantagem de jogar em várias posições e Fábio Coentrão já afirmou gostar da posição e já fez jogos de bom nível naquele lugar. Mas como os anteriores, ainda nenhum deles exibe a consistência necessária.

Residirá a solução em alguém não referido aqui? Em tempos pensei que Antunes pudesse resolver este problema, mas agora está longe do potencial que exibiu. Rúben Lima e Fábio Faria, que jogaram na última convocatória dos sub-21 também me parecem não estar ainda a altura de um mundial.

Em que jogadores residirá a solução de Carlos Queirós para um lado esquerdo da selecção forte?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ontem foi um dia importante


Em rescaldo das primeiras quatro partidas realizadas para os oitavos da Champions, houve um jogo que se destacou pela sua importância e contexto, cujo desfecho nos faz pensar realmente no significado do rumo que o futebol moderno actualmente vai seguindo cada vez mais.

Em Santiago Bernabéu, toda a gente pôde testemunhar a surpreendente eliminação do Real Madrid perante um Lyon de grande qualidade mas de reputação claramente inferior. Foi a sexta queda consecutiva do Real Madrid nos oitavos de final da Liga dos Campeões, que pôs a nu a fragilidade de uma estrutura desportiva por si só difícil de gerir, mas visivelmente em estado de ebulição. As expectativas enormes dos adeptos merengues e do presidente do clube, as manifestações de desagrado perante as decisões e métodos de Pellegreni, o choque de estrelas mais que previsível tendo como exemplos máximos o adormecimento do monstro futebolístico que é Kaká e o puro desaparecimento de Benzema são todos factores que nos põe a pensar se realmente existe um real planeamento futebolístico delineado no clube.

O Real Madrid recentemente foi referenciado como o clube mais rico do mundo (segundo a consultora Deloitte) e cujo lucro superior a 400 milhões de euros num ano constituiu um recorde histórico para um clube desportivo. O investimento no plantel para esta época excedeu os impensáveis 250 milhões de euros, no entanto a humilhante eliminação na Taça do Rei e o adeus precoce à Liga dos Campeões são para já os únicos pontos de destaque nesta época.

Toda esta realidade nos faz pensar nos verdadeiros objectivos da direcção do clube. Quando questionado sobre os gastos astronómicos do clube em transferências, Florentino Perez apenas consegue responder com o simples argumento puramente economicista de que as novas caras do plantel são importantes fontes geradoras de enormes lucros. Pelas palavras da direcção não conseguimos vislumbrar qualquer tipo de preocupação com o desenvolvimento futebolístico do clube, simplesmente não tenho conhecimento de referências a investimentos milionários nas escolas de formação, nem no scouting, nem na construção de um staff técnico coerente e sólido no clube. A estratégia base parece orientar-se no princípio básico de acenar com o dinheiro, reunir os jogadores mediaticamente mais reputados, e simplesmente juntá-los para fazer uma equipa, mas a verdade é que a construção de uma equipa é simplesmente a tarefa mais complexa e determinante do futebol e nunca poderá ser desempenhada assim de forma tão básica.

Um dia perante os difíceis jornalistas italianos, José Mourinho afirmou: “A personalidade e o carácter são valores que não se compram”. Talvez seja uma frase que resume todo o dilema do futebol moderno e uma questão com que muitos se devem ter debatido na noite fria de ontem ao sair de Bernabéu.

terça-feira, 9 de março de 2010

Portugal visto de França…

Olá grande amigo, tudo bem? Espero que esteja tudo bem contigo...Tal como me pediste, vou-te emitir a minha/nossa opinião acerca da visão do futebol Português aqui em França.

A grande maioria, não acredita que o FCP não vai ser campeão. Não conseguem imaginar o clube que dominou o futebol português nos últimos 15 anos não só a não ser campeão, como também a poder ficar de fora da Liga dos Campeões. Acompanhamos os jogos do FCP e acreditamos que a culpa não poderá ser só apontada ao (benfiquista) Jesualdo Ferreira.

Falando do Benfica, bem, que eles estão com o gás todo, lá isso estão mas, como irá ser com Marselha, FCP, Nacional, Braga, Académica? Irão aguentar esta pedalada até ao fim? Como irão reagir a um eventual deslize? Conseguirão manter-se nos mesmos níveis anímicos? No próximo e-mail que te enviar já vamos ver melhor como se porta este clube que este ano pratica, de longe, o melhor futebol da Liga, apenas uma consequência lógica de terem o melhor plantel do campeonato português (não imaginas o que me custou dizer estas palavras…).

Quanto ao meu Sporting, acordou tarde… Andou muito tempo à deriva numa época desastrosa a todos os níveis, vai-se tentar remediar na Liga Europa mas, pensar que a podemos vencer, é apenas um sonho… É quase como acreditar que o Belenenses não vai descer de divisão. Contudo, e como a esperança é a última a morrer, quero acreditar que ainda vamos chegar ao terceiro lugar. Afinal, agora temos um jogador que até gosta de Poker… E olha que ele não faz bluff :=)

Aproveito para te dizer que aqui em França o Marselha apesar do empate jogou muito bem, tem um ataque muito forte, mas a defesa deles é muito permeável. Quanto ao meu Lyon, bem, o Lisandro é dos jogadores mais completos que já vi actuar nesta liga Francesa. Fala-se cá em França que o Raúl Meireles vem para a próxima época fazer companhia ao Lucho, é verdade?
Apenas uma curiosidade, sabes que aqui em França, ninguém fala do Braga? Eu bem lhes tento dizer que eles estão bem classificados, que podem ser campeões, mas ninguém lhes dá valor… Também é normal, afinal, a imprensa estrangeira não vai dar destaque a um clube pequenino, não achas? É quase como eu falar-te do Valenciennes, conheces? Pronto, é como os Franceses em relação ao Braga.

Um grande abraço, e no final do campeonato fazemos contas!”

Hugo Torres

E-mail recebido de um emigrante Português em França, um grande amigo, e um grande Sportinguista!

Um grande abraço para ti, Hugo!

domingo, 7 de março de 2010

Que pasa Porto?

Este é um ano de futebol nacional verdadeiramente atípico: Braga a surpreender com uma época notável, Sporting em total crise de confiança e o Benfica com visíveis melhorias em relação a anos anteriores. Confesso no entanto que o que mais me espanta nesta época é a instabilidade que o FCPorto tem apresentado.

Se puxarmos a cassete dos últimos três anos atrás, verificamos que o FCPorto é uma equipa que raramente começa a disparar todas as balas que tem no início do campeonato. É sim um conjunto que, tradicionalmente, vai crescendo ao longo da época, agigantando-se à medida que aumentam os desafios e dificuldades e que mais tarde ou mais cedo começa a distanciar-se dos seus adversários. Mais que emocional é um clube racional: fazem a festa, preparam o ano seguinte e assim sucessivamente.

Por tudo isto, se todos os que gostam de futebol e têm amor ao seu dinheiro, fossem obrigados a apostar num vencedor no início do ano certamente a maioria apostaria no Porto. Mesmo considerando a habitual fuga de jogadores fulcrais no onze e o avultado investimento efectuado pelos seus rivais, ninguém esperaria que, neste momento, o clube estivesse tão atrás e que o 2º lugar não fosse mais que uma miragem quando ainda faltam 8 jornadas para o fim. Seria capaz de apontar várias razões para este insucesso no campeonato mas vou ficar pelas três que considero que tiveram mais preponderância.

Antes de tudo mais, penso que houve mau planeamento na definição do plantel não no que ao onze diz respeito mas ao nível das chamadas “segundas linhas”. Quando foram precisas raramente conseguiram responder a um nível aproximado dos titulares e numa prova que premeia a regularidade, estas deverão estar (ou ser?) mais que capazes de se assumirem como alternativas válidas. Outro ponto mais que discutido está no substituto de Lucho. Se Álvaro Pereira e Falcao encaixam que nem uma luva, o mesmo não se pode dizer de Belluschi (um bom segunda linha, não um titular). Ruben Micael não estava mesmo ali à mão desde o início do campeonato?

Se é certo que havia desequilíbrios no plantel, também deveremos ser justos e analisar os factos. Jesualdo raramente conseguiu manter um onze em duas jornadas seguidas. Tenha sido por lesões, castigos ou suspensões o treinador portista raramente teve oportunidade de consolidar processos (como tão bem faz) e fazer crescer a equipa para patamares superiores. Penso que a lesão de Fernando antes do jogo do Sporting é o melhor exemplo para o que acabei de dizer.

Por fim, considero que a vertente psicológica teve muita importância no desfecho desta época portista. Passo a explicar. No que aos jogadores diz respeito, foi notória a falta de estímulos que estes sentiam em alguns jogos, o acomodamento ao pensamento “mais para a frente do campeonato isto vai-se resolver”. O que é certo é que os adversários não perdiam pontos e o Porto parecia continuar com este pensamento. Por outro, considero que definitivamente estalou o verniz na relação Jesualdo/Adeptos, chegando a um nível de saturação ao qual nem o próprio treinador parece ter forças para combater.

Restam três competições nas quais o clube tentará salvar a época, sendo a mais aliciante jogada já esta terça-feira. Conseguirá o clube conquistar algo capaz de superar a desilusão dos seus adeptos pelo falhanço do Penta?

terça-feira, 2 de março de 2010

Entrevista com Campinho (Varzim S.C)


Apresentamos de seguida a entrevista com Campinho, jogador do Varzim Sport Clube:

1- Gostávamos que, brevemente, descrevesses o teu percurso, nos escalões que consideras mais relevantes e mais importantes na tua formação, até ao momento actual, seniores do Varzim.

Comecei nos iniciados do clube da minha terra, o M.A.R.C.A (Vila Cova, Barcelos), saindo deste para os juvenis do Marinhas onde joguei dois anos. No primeiro ano de júnior mudei-me para o Varzim, onde, passado pouco tempo assinei contrato de formação. O contrato profissional apareceu no final da segunda época de juniores. Este é o 5º ano como profissional no Varzim.

2 - Se tivesses carta-branca para eleger um clube em Portugal qual escolherias e porquê?
Fora os três grandes, onde qualquer profissional gostaria de jogar, o Braga e o Guimarães são os meus preferidos. Pela proximidade, organização, grandeza e massa que os acompanha. São dois clubes que qualquer jogador gostava de ter representado na carreira.

3 - Sentes que ainda vais a tempo de fazer parte de um desses clubes?
Concerteza. A ambição tem que fazer parte de qualquer profissional. Sei que é difícil atingir esse patamar, mas trabalho todos os dias para que um dia possa subir na carreira. Estou num bom clube para me preparar para esse futuro, e sei que se quero chegar lá, tenho que trabalhar muito no clube onde estou, o Varzim.

4 - Consideras, por experiência própria, que ter um balneário unido é meio caminho andado para o sucesso desportivo?
Qualquer jogador, para ter sucesso, precisa do sucesso dos colegas, e consequentemente, da equipa. Se uma equipa está mal, os jogadores da mesma não são falados. Se uma equipa está bem, é porque os jogadores são bons, e toda a gente repara. No Varzim, praticamente único clube que representei, sempre passamos por muitas dificuldades. Como devem imaginar, se o balneário não fosse unido e não déssemos as mãos ia ser muito mais difícil. O balneário é o coração de qualquer equipa!

5 - Quando dizes "passamos por muitas dificuldades", refere-se a que tipo de dificuldades? Financeiras, que são públicas?
Principalmente essas, como são do conhecimento de toda a gente. Mas o dia-a-dia traz outras dificuldades que temos de ultrapassar todos os dias.

6 - Porque é que depois de teres ido as selecções nacionais, te "apagaste" do panorama futebolístico?
A vida tem destas coisas. Não gosto de arranjar desculpas para me desculpar a mim próprio. O meu espaço está a ser conseguido agora, coisa por que esperava há muito tempo. Se por algumas vezes me senti injustiçado, isso só me deu mais força para continuar a trabalhar e conseguir ser melhor para conquistar um lugar e mostrar o meu melhor. Tenho conseguido coisas bonitas, e as coisas más só servem para eu aprender e ser melhor. Quando estamos bem temos de lutar a dobrar para não voltar àquilo que nos revolta: não jogar! Falando propriamente do "panorama futebolístico", os jogos pintam esse panorama! O passado já lá vai...

7 - Mas sentiste-te injustiçado por alguém em particular? Guardas alguma mágoa para com algum seleccionador em particular?
Nunca representei nenhuma Selecção Nacional, apenas selecções de distrito como a de Braga onde vencemos o torneio em que participei. A mudança para a Póvoa já no escalão de juniores, prejudicou-me porque não pude dar seguimento a esse trabalho...

8 - Porque é que, no teu entender, os clubes não apostam nos jogadores da formação e preferem jogadores emprestados e/ou estrangeiros, por vezes desconhecidos e de qualidade muito duvidosa?
Primeiro dizer que Portugal, tem jogadores jovens com muita qualidade. O futebol está a passar por uma crise muito grande, sentida nos clubes de menores dimensões que por vezes não têm recursos. Isso é um factor que está a mudar o sentido da tua pergunta, ou seja, os clubes começam agora a apostar no que têm de bom. Mas para justificar esse fenómeno é simples: a competitividade é muita, as equipas são muito homogéneas, e por vezes os jovens não estão preparados o suficiente para serem lançados às "feras". Um jogo não é só técnica. Envolve experiência, calma, boas decisões. Como devem imaginar, ter só jogadores jovens pode criar um défice desses factores, que podem decidir jogos... Depois há outros factores, gerados pela globalização a que o mundo assiste. Cabe aos jovens trabalhar ainda mais e melhor para os clubes apostarem neles.

9 - Mas sentes que quando um jovem sai dos juniores, não está preparado para se integrar numa equipa sénior?
Depende de todo o processo de formação que esse jogador teve, as divisões em que participou e as vezes que trabalhou com os seniores. Eles só podem estar bem preparados se trabalharem com os profissionais. E é isso que se nota que está a mudar. Os jovens já treinam com a equipa profissional, sendo postos à "prova" e vendo o desempenho destes junto dos mais velhos.

10 - Como descreves a tua estreia em Guimarães, contra o Vitória, num estádio cheio, num ambiente infernal, em que o Vitória lutava pela subida, que depois conseguiu conquistar?
Esse foi o jogo que marcou a minha carreira e a maneira como passei a ver as coisas. Nesse jogo aprendi mais do que em grande parte da minha carreira. Foi, como disseste, a minha estreia a titular, num estádio capaz de atormentar um jovem da minha idade, frente a uma equipa a jogar com os seus recursos todos. Fui, como já disse, lançado às "feras" quando a equipa atravessava uma má fase. Felizmente correu bem e, apesar do empate, saímos felizes de Guimarães.

11 - Nestes jogos a motivação supera a ansiedade? Ou a ansiedade é algo incontrolável em ambientes como o que referiste?
No meu caso, após 5 minutos de jogo a ansiedade (que diga-se, era muita), foi ultrapassada e apenas estava concentrado no jogo. Estava tão feliz por estar ali, era uma sensação única! Portanto tinha de desfrutar do jogo e preocupar-me em jogar bem para continuar a ser opção.

12 - Se pudesses eleger o teu melhor jogo, qual seria? E o pior?
O meu melhor jogo diria que foi em Chaves, a apenas algumas jornadas atrás, onde vencemos e estive bem em lances complicados. O pior, diria que foi contra o Freamunde, há uma semana atrás, não pelos 90 minutos, mas pelo último minuto do encontro, onde quando tentava proteger o guarda-redes de uma bola perdida na área, esta tabelou em mim e entrou, cedendo um empate num jogo que tivemos muitas oportunidades para marcar, ultrapassando assim esse adversário na tabela classificativa. Foi um aperto no coração, foi o juntar da tristeza de toda a gente que estava no estádio. Mas estas coisas acontecem e só me tornou ainda mais forte.

13 - Tens a oportunidade de agradecer publicamente a um dos teus treinadores: qual escolhes e porquê?
Todos os treinadores são importantes pelas diferentes teorias que têm e pelo que exigem de nós. O mister Horácio Gonçalves como o primeiro treinador que tive, foi muito importante. Depois o Mister Diamantino deu-me muitas oportunidades e aprendi com ele a ser frio e forte. O Mister Eduardo Esteves é talvez o mais importante por várias razões: já trabalho com ele desde as camadas jovens, foi ele quem acreditou em mim no jogo em Guimarães e que agora me está a dar estas oportunidades. Sabe ser amigo de quem o é para ele.

14 - Qual o jogador mais difícil de marcar que já enfrentaste?
Isso é uma resposta difícil porque já enfrentei muitos e cada um tem as suas características que nós temos de ter engenho para as bloquear. Não tenho nenhum nome a assinalar.

15 - E qual o melhor jogador que jogou na mesma equipa que tu?
O Mendes, está actualmente no Varzim, emprestado pelo Braga. É dos jogadores mais rápidos e com técnica com quem já joguei. É imprevisível e decide um jogo a qualquer momento.

16 - Pelo que sabemos, és alguém muito querido por parte dos adeptos do Varzim. Alguma palavra em especial para eles?
Qualquer jogador que jogue no Varzim fica deslumbrado com o carinho dos adeptos. São exigentes mas no final estão sempre ao nosso lado. Vão connosco para todo o lado e sabem assobiar quando devem, mas também sabem bater palmas mesmo quando perdemos. Eles são a imagem de marca do Varzim! A eles um obrigado por tudo que, mesmo sem darem por isso, fizeram-me crescer como jogador.

17 - Para terminar, como classificas a presente época, e o que esperas da tua carreira daqui para a frente?
Esta época está a correr especialmente bem. Fiz uma boa pré-época e tenho mantido as boas exibições. Para mim espero continuar a jogar e a ajudar a equipa, que apesar das dificuldades, tem apresentado um bom futebol. Temos um balneário forte, com bons jogadores, e estamos unidos para enfrentar a competitividade da segunda liga, e atingir os nossos objectivos o mais rápido possível.

Em nome do blog, queremos agradecer a possibilidade que nos deste de mostrarmos aos nossos leitores o lado de dentro do futebol, realçando a extrema disponibilidade e humildade com que nos concedeste a entrevista. Muito boa sorte para o futuro e que os teus sonhos se concretizem!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Amanhã não percam - Entrevista com Campinho (Varzim S.C)!


A essência do futebol


O meu post de hoje aparece como um tributo ao futebol com golos. Esta jornada tivemos muitos, para todos os gostos e feitios. 4-1, 3-1, 5-3, 3-0, isto sim, isto são jogos de futebol com tudo aquilo a que um espectador que compra bilhete tem direito.

Hoje em dia, não é fácil aparecerem jogos com muitos golos. As equipas estão mais frias e calculistas, fechando-se na defesa mal se encontram a ganhar contra um adversário mais forte ou do mesmo nível. Sem querer tirar mérito à tática montada pelos seus treinadores (que exige preparação e trabalho) creio que também é possível ganhar jogos dando espetáculo e marcando muitos golos.

Há muitas equipas capazes de encontrar motivação para a seguir a um golo irem atrás do outro. Há muitas equipas capazes de querer mostrar que são muito superiores ao adversário, querendo marcar cada vez mais golos. É a raça de uma equipa que se vê nestes momentos, não deixar respirar o adversário e mostrar que são melhores em todas as jogadas e em cada lanço dividido.

Gosto de futebol de ataque, agressivo e rasgadinho, com golos e muitos. Gosto de equipas que não se conformam com o que já têm. Gosto dos golos com celebrações extravagantes. Gosto da loucura das claques.

Uma vénia ao futebol de ataque...