Geniais são geniais. Fareja-se à distância um prodígio. Nos
pequenos pormenores encontramos perfeição, nas decisões tomadas uma paixão
ardente e ao mesmo tempo uma racionalidade intuitiva da mente prodigiosa.
No Fc Porto temos a oportunidade de distinguir um treinador
prodígio do mero bom treinador. Naqueles momentos em que a intervenção de um
mister é mais explícita para o espectador, não se nota o toque mágico de
prodígio. Após a expulsão de Fucile frente ao Zenit, a simples acção de fazer
entrar Souza e deslocar o trinco Fernando para lateral direito revelou-se de
uma mediocridade surpreendente e cujo resultado foi uma nulidade. É apenas um
exemplo das substituições pouco coerentes que têm acontecido em jogos recentes.
Para além das substituições, determinadas decisões e
estratégias confusas na equipa marcam já uma diferença do Porto de Villas-Boas.
O porquê de utilizar Souza como trinco em quase todos os jogos de pré-época
quando na verdade é agora Fernando em termos de titularidade é uma questão confusa,
assim como o porquê da não inclusão de Walter para a Champions League é outro
tema polémico. Também o facto de termos iniciado a época sem colmatar o claro
défice de qualidade em termos de pontas de lanças deixou muito a desejar.
Para acrescentar à lista de imperfeições neste Porto, as
declarações e reacções de Vitor Pereira nas conferências de imprensa tanto em
termo de trocas de palavras com treinadores adversários como referências a
questões de arbitragem revestem-se de uma banalidade e um tanto de
artificialidade que não era característico com Villas-Boas. As mais recentes
declarações proteccionistas de Luís Felipe Vieira deram um ar cómico à situação
que a meu ver tresandaram a ironia.
Em muitos aspectos Vítor Pereira dá sinais que não controla
perfeitamente a situação, mas claro está poderá ser apenas uma impressão minha.





