segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando a qualidade atrapalha


Tenho a certeza que todos nós partilhamos da ideia de que quanto mais qualidade tiver um plantel mais competitivo será. Jogadores de topo no plantel conduzem a mais soluções e, à partida, a um futebol mais atractivo e ganhador. Parece a lógica da batata dirão uns! No entanto, parece-me haver um clube que está a procurar contrariar esta regra.

Este fim-de-semana tive a oportunidade de assistir ao jogo do Chelsea e fiquei (mais uma vez) com a sensação de que o treinador italiano está um pouco perdido no meio de tanta vedeta. A meu ver, o clube apresenta o melhor plantel de toda a Europa e com jogadores de topo em todos os sectores quer no onze quer como opções secundárias. Não bastando o plantel de início de época, David Luiz e Fernando Torres vieram acrescentar ainda mais qualidade a uma equipa já de si recheada de estrelas.

É precisamente sobre este último reforço (cuja qualidade é inatacável!) que julgo residir o actual problema de Carlo Ancelotti. Actualmente a equipa conta com três extraordinários avançados (Drogba, Anelka e Torres) mas com características completamente distintas. Ao querer manter o mesmo modelo de jogo (4-3-3 contra Man.City) não pode simplesmente mudar de peça mais avançada e manter a mesma forma de jogar porque isso será impossível.


Torres jogou de início neste fim-de-semana relegando para o banco os dois primeiros. O que se verificou foi um completo alheamento do jogador em todo o jogo simplesmente porque não se enquadra naquela forma de jogar da equipa.


Este parece-me ser um dos exemplos claros da confusão que qualquer treinador que pegue no clube enfrentará (excepção a JM?!). A multiplicidade de soluções e alternativas possíveis é tanta que parece ser difícil definir um modelo de jogo claro que possa acompanhar o clube ao longo de uma época inteira e que, simultaneamente, se adapte às características de todos os jogadores.

A qualidade é imensa e está à vista. Haverá uma excepção à regra?

PS: Uma vénia a um senhor chamado Nuno Gomes. Demonstra um profissionalismo a toda a prova e uma qualidade e eficácia que permanecem intocáveis. Não seria bom utilizá-lo mais vezes Jorge Jesus?

2 comentários:

  1. tb n percebi mt bem para quê que o chelsea foi buscar o torres.
    no inicio do ano achava que o dominio do chelsea esta epoca, tanto a nivel interno como a nivel europeu iria ser avassalador mas pecou pela falta de opçoes defensivas para precaver eventuais indisponibilidades no sector que já de si é o mais fraco da equipa (como é possível venderem o r. carvalho???). alem disso, carlo ancelotti parece-me um bom treinador em termos tacticos mas parece-me que quando os jogadores começam a ganhar mais confiança ele perde-lhes o pulso.

    p.s.- nao sei até que ponto o José Mota seria capaz de pegar no chelsea :D

    p.s.2- eu nao sei quanto tempo o nuno gomes jogou mas o homem marca dois golos e ainda o acusas de ineficacia?

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  2. Matias, tens razão. Eficácia era o que, certamente, queria dizer!:)

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